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31.7.2024

O que são coberturas flutuantes?

O que são coberturas flutuantes?

As coberturas flutuantes são como grandes cobertores que são colocados sobre a água e permanecem à tona. Essas coberturas são feitas de materiais especiais que não afundam, mas permanecem acima da água. A seguir, vamos abordar o que são, como funcionam, de quais materiais são feitas, onde são utilizadas e por que se tornaram uma ferramenta tão importante para a proteção e conservação da água.

Como funcionam as coberturas flutuantes?

Uma cobertura flutuante cumpre sua função simplesmente ao ficar sobre a superfície da água e separá-la do ar, do sol e do ambiente acima. Essa fina camada de separação, o ponto onde a água encontra o ar, é onde ocorre a maior parte dos problemas em águas abertas: a água evapora para o ar, a luz solar estimula o crescimento de algas, poeira e detritos se depositam, e pássaros e outros animais selvagens pousam na superfície. Ao colocar uma camada física exatamente nessa interface, uma cobertura flutuante interrompe todos esses processos de uma só vez.

O efeito decorre da combinação de alguns mecanismos básicos. A cobertura protege a água da luz solar, bloqueando a luz do sol de que as algas precisam para crescer e reduzindo a temperatura da superfície. Ela retém uma fina camada de ar úmido junto à superfície, o que diminui a evaporação. Além disso, atua como uma barreira física, impedindo a entrada de poeira, detritos e animais selvagens, ao mesmo tempo em que mantém a água no local. Dependendo do projeto e da porcentagem da superfície coberta, esses efeitos podem ser bastante significativos.

Que problemas as coberturas flutuantes resolvem?

Corpos d’água abertos — reservatórios, lagoas, lagoas naturais e tanques — enfrentam um conjunto comum de desafios, e uma cobertura flutuante resolve vários deles com uma única solução:

  • Evaporação: Em climas quentes, secos ou ventosos, um reservatório sem cobertura pode perder enormes quantidades de água por evaporação a cada ano. Uma cobertura flutuante reduz drasticamente essa perda, mantendo a água disponível onde ela é necessária.
  • Crescimento de algas: As algas precisam da luz solar para crescer. Ao bloquear a luz, uma cobertura flutuante inibe a proliferação de algas sem a necessidade de produtos químicos, protegendo a qualidade da água.
  • Contaminação: A cobertura impede a entrada de poeira, detritos e matéria orgânica trazidos pelo vento, ajudando a manter a água mais limpa.
  • Odor: Em águas residuais e aplicações semelhantes, grande parte do odor se dissipa na superfície da água. Cobrir essa superfície ajuda a contê-lo.
  • Vida selvagem: Uma barreira contínua na superfície impede que pássaros e outros animais pousem na água que deve permanecer intacta ou fora do alcance.

Quais materiais são usados na fabricação de coberturas flutuantes?

As coberturas flutuantes são feitas de plásticos e outros polímeros que as ajudam a permanecer à tona e protegem a água contra fenômenos como a evaporação ou a contaminação por algas, bactérias ou poeira. Cada material apresenta seu próprio equilíbrio entre durabilidade, flexibilidade, resistência química e custo. Os materiais mais comuns são:

Polietileno de alta densidade (HDPE)

Este é um dos materiais mais utilizados na fabricação de geomembranas e elementos flutuantes devido à sua alta resistência à água, a produtos químicos e à radiação ultravioleta (UV). O HDPE é flexível, resistente a rachaduras e possui longa vida útil. Além disso, sua capacidade de impermeabilização é excelente, tornando-o ideal para evitar a evaporação ou a contaminação de corpos d’água. Por tolerar uma ampla gama de composições químicas da água, desde ácidas até alcalinas, o HDPE é uma escolha frequente em ambientes industriais e de mineração exigentes.

Polipropileno (PP)

O polipropileno também é usado para fabricar geomembranas e elementos flutuantes, embora seja menos comum do que o PEAD. Esse material tem propriedades semelhantes às do HDPE, mas é mais resistente à temperatura, o que o torna útil em aplicações em que a exposição a altas temperaturas é um fator importante.

Elastômeros (EPDM)

O EPDM (monômero de etileno propileno dieno) é um material de borracha usado em determinadas geomembranas flutuantes. Ele é muito flexível e resistente a condições extremas de temperatura, o que o torna adequado para ambientes com variações climáticas significativas. Também é resistente a raios UV e à corrosão.

PVC (cloreto de polivinila)

Em alguns casos, as geomembranas flutuantes são feitas de PVC, que é um material versátil e econômico. Embora seja menos resistente que o PEAD em termos de durabilidade de longo prazo, é uma opção usada em aplicações em que o custo é um fator importante. O PVC é especialmente eficaz em aplicações em que é necessário um material flexível e fácil de instalar.

Coberturas contínuas versus sistemas modulares

Além do material, as coberturas flutuantes também diferem em sua forma. Algumas são coberturas contínuas, uma única folha ou membrana grande que se estende por toda a superfície da água. Outras são sistemas modulares compostos por várias unidades flutuantes menores que se encaixam ou se dispõem pela superfície.

As coberturas contínuas criam uma superfície totalmente vedada, mas podem ser mais difíceis de instalar em corpos d’água com formatos irregulares, mais difíceis de reparar e mais vulneráveis ao vento. Os sistemas modulares, por outro lado, se adaptam a qualquer formato, sobem e descem conforme as variações do nível da água e podem ser reparados uma unidade por vez, sem afetar o restante da cobertura. A escolha certa depende do tamanho e do formato do corpo d’água, do clima, da composição química da água e da forma como o local é operado.

Onde são utilizadas as coberturas flutuantes?

As coberturas flutuantes são utilizadas em uma ampla variedade de contextos, sempre que for necessário proteger ou conservar águas abertas:

  • Agricultura: conservação da água de irrigação em reservatórios e lagoas de armazenamento.
  • Mineração: redução da evaporação e proteção da água de processo em regiões áridas.
  • Tratamento de águas residuais: controle de odores e algas em lagoas e proteção da água retida para reutilização.
  • Indústrias de Processamento: gerenciamento da evaporação, das algas e dos odores em tanques de processo e de armazenamento.
  • Água potável: ajudando a proteger os reservatórios de água bruta da luz, da contaminação e de certas espécies invasoras.

Em cada caso, o princípio básico é o mesmo — cobrir a superfície —, mas os benefícios específicos que mais importam variam de acordo com a aplicação.

Como escolher a cobertura flutuante certa

A escolha de uma cobertura flutuante não se resume apenas à seleção do material. Uma boa decisão leva em conta vários fatores:

  • Clima: o quanto o local é quente, seco ou ventoso, o que determina a quantidade de evaporação que pode ser evitada.
  • Composição química da água: se a água é ácida, alcalina, salgada ou contém metais ou hidrocarbonetos dissolvidos, o que influencia a durabilidade do material.
  • A forma e o tamanho do corpo d'água: fatores que determinam se um sistema contínuo ou modular é mais prático.
  • O objetivo principal: se a prioridade é economizar água, controlar as algas, reduzir o odor, impedir a entrada de animais selvagens ou uma combinação desses fatores.
  • Necessidades operacionais: com que frequência o nível da água varia e se o local precisa de acesso regular à água.

A adaptação da capa a essas condições é o que garante seu bom desempenho e que ela dure por todo o tempo de vida útil previsto.

Conclusão

As coberturas flutuantes são fabricadas com diversos tipos de materiais e podem ser utilizadas como uma solução versátil e eficaz para proteger corpos d’água e conservar os recursos hídricos. Ao atuarem diretamente na superfície, onde a água encontra o ar, elas combatem a evaporação, as algas, a contaminação, o odor e a presença de animais selvagens, tudo de uma só vez. À medida que a tecnologia continua a avançar, podemos esperar o surgimento de soluções de coberturas flutuantes ainda mais inovadoras e eficientes no futuro.

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