Os cinco problemas comuns a quase todos os reservatórios em uma mina

Os reservatórios de mineraçãoa céu aberto(lagoas de tratamento, lagoas de emergência, reservatórios de água doce e barragens de rejeitos) enfrentam cinco problemas com uma única causa comum: a superfície líquida exposta ao ar. Por meio dessa interface, a água evapora, o calor se dissipa, a luz solar estimula o crescimento de algas, odores são liberados e a superfície aberta da água atrai animais selvagens. Reduzir a superfície exposta com uma cobertura flutuante resolve todos os cinco problemas de uma só vez.
Bacias de tratamento, bacias de emergência, reservatórios de água doce, barragens de rejeitos. Toda operação de mineração convive com grandes superfícies de água expostas às intempéries. E todas elas, independentemente do tipo de minério ou da localização, enfrentam uma versão dos mesmos cinco problemas. Alguns são visíveis à primeira vista. Outros são pagos mensalmente sem que ninguém perceba.
1. A água evapora, e ninguém recebe uma conta por isso
Em regiões áridas, um reservatório de mineração a céu aberto pode perder vários metros de coluna d'água por ano apenas por causa da evaporação. Em uma superfície de alguns hectares, isso significa dezenas ou centenas de milhares de metros cúbicos que precisam ser extraídos, dessalinizados, bombeados ou adquiridos novamente.
O curioso é que essa perda nunca aparece na demonstração de resultados. Não chega nenhuma fatura pela água que se evapora. É por isso que, em muitas minas, a evaporação é aceita como um custo inevitável do clima. Mas não é: trata-se de um fenômeno físico que depende diretamente da quantidade de superfície líquida que fica exposta ao ar e ao vento. E essa superfície exposta pode ser controlada.
2. O calor se dissipa pela superfície
Em processos em que a solução precisa permanecer aquecida, como nas bacias de PLS e de refinado nos circuitos de lixiviação de cobre, a maior perda de energia não ocorre nas tubulações nem nos tanques. Ela ocorre na superfície dos reservatórios. O líquido perde calor para o ambiente continuamente, e essa perda é compensada pela queima de combustível ou pelo consumo de eletricidade.
É energia paga duas vezes: uma vez para aquecer a solução e outra para repor o que a superfície devolve à atmosfera. Reduzir a superfície exposta significa manter a temperatura do processo e diminuir o consumo de energia auxiliar.
3. As aves não conseguem distinguir um tanque de tratamento de uma lagoa
Para um pássaro, uma superfície de água aberta no meio do deserto é um oásis. O problema é que essa “lagoa” pode conter soluções ácidas ou com cianeto. O resultado são mortes de animais selvagens, constatações de inspeção e, no caso do ouro, não conformidades com o Código Internacional de Gestão do Cianeto, que exige a prevenção do contato da fauna silvestre com soluções de cianeto.
Várias licenças ambientais já exigem explicitamente a cobertura das superfícies de água expostas dos reservatórios de processo, e os órgãos reguladores verificam o cumprimento dessa exigência no local. O que antes era uma boa prática está se tornando, cada vez mais, uma obrigação.
4. A luz solar cultiva algas
Onde quer que haja água, nutrientes e luz, as algas crescem. Em reservatórios de água doce e de processo, isso se traduz em filtros entupidos, bombas sobrecarregadas, mais produtos químicos e mais horas de limpeza. A variável que desencadeia o crescimento é a luz solar: se a superfície não receber luz, as algas simplesmente não se desenvolvem.
5. Os odores se espalham para além da cerca do perímetro
Algumas soluções e águas de processo emitem odores que a comunidade vizinha percebe muito antes de a unidade industrial detectá-los. As reclamações da comunidade chegam rapidamente às autoridades e prejudicam a licença social para operar, um patrimônio que leva anos para ser construído. Assim como a evaporação, os odores escapam pela superfície do líquido: quanto menor a superfície exposta, menor a emissão.
Uma origem comum, uma solução comum
Embora esses cinco problemas pareçam não ter relação entre si, há um fator que os une: todos ocorrem no mesmo local, a interface entre o líquido e o ar. A evaporação, a perda de calor, a invasão de animais selvagens, o crescimento de algas e a emissão de odores são consequências de se manter grandes superfícies de líquido expostas à atmosfera.
É por isso que a maneira mais eficiente de lidar com eles não é atacá-los um por um, mas reduzir essa exposição. As coberturas flutuantes existem há décadas precisamente para esse fim e, em minas de cobre, ouro, prata, carvão, urânio e outras, já funcionam como mais uma ferramenta de eficiência hídrica e energética: são instaladas sem interromper a operação, adaptam-se às variações de nível e funcionam sem manutenção por décadas.
Dê o próximo passo
Se você opera tanques de processo, circuitos de lixiviação ou reservatórios de água bruta e deseja recuperar água, reter calor e criar uma barreira auditável entre suas soluções e a fauna que vive acima delas, saiba mais sobre como as coberturas flutuantes modulares são utilizadas em instalações de mineração.
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